Neste blog temos falado sobre mudanças, um dos princípios do Kaizen, e o texto abaixo é muito interessante pois aborda a mudança sob uma perspectiva bíblica, e gostaria de compartilhar com vocês:
Costumava dizer para um dos meus filhos, ‘você tomou uma atitude problemática’. Mas isso só piorava a situação.
Uma atitude ruim pode provocar uma absoluta miséria. Podemos até achar que nossos atos são justificáveis, mas ainda assim eles nos farão miseráveis. Como uma pessoa reage a uma atitude ruim?
O dicionário define atitude como “postura ou maneira de agir, indicativo, modo ou condição, um estado mental ou um sentimento”. A forma como nos apresentamos ao mundo guarda intensa relação com o que estamos sentindo na alma. Isso pode ter um profundo impacto no mundo à nossa volta.
Uma atitude ruim pode acabar com o ambiente de um escritório inteiro, por exemplo. Discussões entre funcionários geralmente giram em torno do seguinte assunto: como lidar com pessoas desagradáveis?
Um comportamento problemático pode decorrer de vários fatores, mas eu diria que quase sempre vem de uma raiva ou ressentimento guardado em nosso interior. Quando sou honesto comigo mesmo, minhas atitudes problemáticas iniciam-se com um diálogo interior que parece com uma irritação.
Além disso, irritação geralmente é fruto de frustração – geralmente porque procuramos fazer muita coisa em um pequeno período de tempo. Frustração é a companhia diária de um perfeccionista. O resto de nós tem apenas um problema relacionado com a paciência. Nossa paciência também nos leva à frustração. Nossa frustração leva à raiva que, por sua vez, nos conduz a atitudes problemáticas.
Jesus apresenta uma atitude problemática na parábola da vinha (Mt 20:1-16). É uma história cujo cenário é um local de trabalho, no qual os funcionários não se sentem tratados dignamente. Você conhece a história. O dono escolhe pessoas para trabalharem durante todo o dia para terminar a obra. Quando chega a hora do pagamento, os que trabalharam nas últimas horas recebem o mesmo que os que trabalharam o tempo todo.
Os que trabalharam o dia todo se indignam com a aparente injustiça, mas o dono disse que pagou o que prometeu. Ele pergunta, “porventura não me é lícito fazer o que quero?” (Mt 20:15)
Em muitos aspectos, aqueles trabalhadores perderam o senso de perspectiva. O fato de terem sido, todos, chamados para trabalhar foi uma pura demonstração de graça. Não há dúvidas de que eles não tinham mais méritos do que os outros.
O dono optou por ser generoso para com alguns. Aqueles que têm trabalhado todo o dia têm uma escolha. Eles podem ficar bravos ou gratos pela generosa atitude do dono. Mesmo os que só trabalharam poucas horas terão dinheiro para alimentar suas famílias naquele dia!
Em meio às muitas bênçãos que temos recebido de Deus, perdemos de vista o fato de que a maior delas é a generosidade divina. Viver na graça de Deus reduz frustração, perfeccionismo e raiva. Muda a forma como nos apresentamos ao mundo... e nossa atitude diante da vida.
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