quinta-feira, 15 de julho de 2010

SanGenShugi ou “As 3 Realidades”


Uma tradução bem literal de SanGenShugi seria : “3-real-ismo”. Mas para entendermos melhor essa expressão, precisamos saber o significado em japonês:
• SAN quer dizer «3»
• GEN significa « real » ou « atual » e é o primeiro caráter de GENJITSU
• GEMBA e GEMBUTSU (ou “ realidade com dados”, “lugar real/atual” e “item físico real”)
• SHUGI significa “ideologia”.
SANGENSHUGI é um “approach” científico baseado no bom senso para solucionar problemas, e fazer qualquer tipo de análise. Uma forma de parafrasear essa abordagem é:
“Entenda o que realmente está acontecendo (GENJITSU) indo ao real local do problema (GEMBA) e verificando fisicamente o item em análise - peça boa/defeituosa etc.. (GEMBUTSU).
Por que é necessário enfatizar a importância do que é ”real”para o gerenciamento da produção?
Porque uma fábrica é também uma organização onde pessoas são responsáveis por projetos, planejamentos, etc.
Os Procedimentos frequentemente não refletem a maneira como as operações são feitas, ou seja, não refletem a realidade. O objetivo dos 3 realismos é nos conduzir a um entendimento amplo de como as coisas acontecem de forma real.
O fato de engenheiros, projetistas escreverem planos, fluxos e instruções de trabalhos ,não significa que as coisas acontecerão exatamente da forma como foi escrita ou planejada. Frequentemente, é o Operador que normalmente não participa do desenvolvimento de um sistema de produção(novas linhas, produtos etc.) que mais conhece a realidade do processo produtivo.
Como as pessoas são frequentemente removidas da realidade, torna-se importante ir ao GEMBA, ou local atual onde as coisas estão acontecendo, para que descubram qual é a realidade.
É por isso que quando uma fábrica decide resolver as suas anomalias ou melhorar a performance através de KAIZEN (ou Melhoria Contínua), normalmente faz-se um workshop ao longo de uma semana no chão de fábrica, o que é denominado em Japonês de GEMBA KAIZEN.
Possíveis traduções para GEMBA em Português são : “chão de fábrica”, “linha de produção” ou “ planta”.
Só ir ao GEMBA não é suficiente. É fundamental termos em mãos a coisa real (peça com problema /boa etc).
Um exemplo muito comum da importância dada ao GEMBUTSU é o procedimento de classificação de peças defeituosas, ao invés de somente sucatá-las sem análise prévia.
Por exemplo ,em operações de fundições , alguns gerentes assumem que uma certa quantia de defeitos é admissível. Porém se classificarmos os defeitos e encontrarmos suas causas podemos modificar e melhorar o processo de fundição.
Sem análise da “coisa real”( GEMBUTSU) nenhuma melhoria pode ser feita.

Nenhum comentário:

Postar um comentário