domingo, 16 de setembro de 2012



Toyota anuncia maior lucro trimestral em 4 anos

Montadora japonesa ganhou US$ 3,7 bi entre abril e junho.
Com quase 5 milhões de emplacamentos no 1º semestre, retomou liderança.
Do G1, com agências internacionais
A Toyota anunciou nesta sexta-feira (3) que obteve seu maior lucro trimestral em quatro anos e aumentou metas de vendas globais para 2012 diante da demanda em mercados como Estados Unidos e Japão. A montadora pretende bater seu recorde neste ano, com 9,76 milhões de unidades. Só no primeiro semestre foram vendidas quase 5 milhões, o que fez a Toyota recuperar a liderança no ranking mundial. Em 2011, foram emplacados 7,96 milhões de carros das marcas Toyota e Lexus.
De abril a junho deste ano, a companhia japonesa ganhou 290,3 bilhões de ienes (US$ 3,7 bilhões), resultado que superou as estimativas e ressaltou a recuperação da montadora após os desastres naturais que atingiram o Japão em 2011.
Mas a Toyota manteve previsão de lucro operacional no ano fiscal em 1 trilhão de ienes, o menor em 5 anos, citando riscos econômicos da crise de dívida da Europa. "Esses números recentes não refletem necessariamente a nossa verdadeira força", disse Takahiko Ijichi, superintendente de vendas. "Há diversos riscos, por isso entendemos que é necessário manter a cautela."
Liderança retomada
Com vendas de quase 5 milhões de veículos no primeiro semestre do ano, a fabricante japonesa retomou a liderança mundial, superando General Motors e Volkswagen. Ao todo, a Toyota vendeu 4,97 milhões de unidades a suas concessionárias em todo o mundo entre janeiro e junho, segundo números divulgados no último dia 26. A alemã Volkswagen anunciou a venda de 4,45 milhões de veículos durante o mesmo período (alta de 8,9%) e a GM, de 4,67 milhões (aumento de 3%), segundo a imprensa japonesa. O resultado da Toyota representa uma alta de 33,7% em ritmo anual.

Quem disse que a mudança é irresistível?



Algumas pessoas resistirão às mudanças propostas por você ou pela empresa em que trabalha. Mas em que isso pode afetarvocê? Aumento na segurança do emprego, mais dinheiro, ou melhores oportunidades de promoção? Ou as três? Segundo Jack Welch, grande líder da General Eletric, nada é mais eficaz para superar a resistência à mudança que o sucesso, especialmente se os bons resultados melhorarem a vida e a carreira dos membros da equipe, que contribuíram para as realizações.
Muitas pessoas se sentem perdidas, frustradas e com a auto-estima abalada quando começam a trabalhar de uma forma nova e diferente. Na maior parte das vezes, são tomadas pelo sentimento de "sou incompetente e não consigo fazer isso", e, naturalmente, acabam rejeitando muitos processos importantes. Mas como se proteger de ataques diretos, marginalização ou, ainda, da aversão por parte das pessoas que pretendemrestabelecer a ordem preexistente e proteger a todos da dor de uma mudança, sem com isso perder o estímulo, desanimar ou acabar seduzido pelo autoboicote?
É fato que mesmo lançando mão do todos os mecanismos deproteção, algumas pessoas, ainda assim, serão resistentes, pelo simples motivo de não terem estômago para aceitar a mudança. No livro Paixão por Vencer - As Respostas, Jack eSuzy Welch acrescentam a esse fato que para pessoas assim, nem sucesso nem dinheiro nem toda a energia do mundo vão fazê-las mudar de idéia. Ainda bem que são uma minoria. OsWelch trazem uma estatística bastante interessante, acompanhada de alguns conselhos de ações:

10% dos funcionários são "agentes de mudança" inatos.
O que eles fazem? Abraçam as novidades com energia eotimismo.
Aproximadamente 75% não lideram a mudança, mas, ao serem convencidos da necessidade da mudança, concordam com ela e seguem os demais.

Restante - fazem parte do time da resistência, são os conhecidos como "conservadores radicais". A tendência é que este grupo combata a mudança até a última gota de sangue.

O que fazer com eles? Devem ser demitidos. É preciso, contudo, que fique claro para eles e para os que ficam que só estão indo embora porque não compraram a nova visão.

O fato de precisar demitir, não significa que precisemos deixar a crueldade tomar conta do nosso corpo. Se o novo DNA da empresa não comporta aquele tipo de profissional, certamente existem empresas com o DNA dele. Você pode até ajudar na recolocação, se isso estiver ao seu alcance.

Todas as fontes de resistência podem ser vencidas. Mas é preciso que você entenda que só com ações conseguirá chegar onde quer. Você precisa enfrentar a resistência com força igual ou maior a ela, e, acima de tudo, comprometer-se com um esforço a longo prazo. Afinal, como afirma o professor HenryMintzberg, "as empresas não se transformam com palavras".

Checklist para superar a resistência:
  • Supere as ameaças externas.
  • Evite as ameaças internas.
  • Ancore-se num porto seguro.
  • Jamais esmoreça. Na Física, força é a capacidade de vencer a resistência!
  • Certifique-se de que a visão de futuro que você está vendo para a equipe é sedutora e cativante para os indivíduos.
  • Tenha certeza de que poderá responder à pergunta: "Em que isso me afeta?", incluindo uma mensagem sutil de uma conseqüência pessoal positiva.
  • Demita os resistentes radicais e os ajude, se puder.
  • Não iluda os demais a acreditarem que se resistirem ao novo, permanecerão.
  • Aumente o reconhecimento financeiro quando perceber que as mudanças estão acontecendo para valer.
  • Seja franco sempre.
  • Faça aquilo que fala.
  • Lembre-se de que seus argumentos são decisivos para determinar quem serão os seus seguidores.
Alessandra Assad é diretora da AssimAssad Desenvolvimento Humano. Formada em Jornalismo, pós-graduada em Comunicação Audiovisual e MBA em Direção Estratégica, é professora no MBA de Gestão Comercial da Fundação GetulioVargas, Consultora Senior do Instituto MVC, palestrante e autora do livro Atreva-se a Mudar! – Como praticar a melhor gestão de pessoas e processos.
www.alessandraassad.com.br
palestras@assimassad.com.br


A importância da Logística Enxuta nas corporações


A logística enxuta é uma extensão do conceito de produção enxuta ou “lean manufacturing”, palavra que foi criada para designar o sistema de produção desenvolvido pela Toyota nos anos 70 baseado no princípio do combate a todo e qualquer desperdício.
Desperdício pode ser entendido como qualquer esforço ou iniciativa que não adicione valor ao produto ou serviço. Ou seja, aquilo que o cliente não reconhece como uma atividade ou algo que mereça ser remunerado, afinal, ele não vê o seu valor.
Ao analisar a cadeia de suprimentos tradicional constatamos que a mesma convive com todos os tipos de desperdícios e ineficiências, pois subestima a amplitude e os custos dessas perdas. Aplicar os conceitos “lean” à cadeia de suprimentos é investir nos fluxos de valor eliminando todos os desperdícios e perdas, resultando na “Logística Enxuta”.
Podemos resumir que Logística Enxuta (LE) baseia-se na aplicação dos conceitos Lean (Enxuta) à Logística. A base da LE é o Kaizen, levando à melhoria contínua através da mudança de mentalidade. Apesar de ser um projeto de longo prazo, os primeiros resultados não levam tempo para aparecer.
Para otimizar os processos é preciso que o mais alto escalão da empresa entenda o que é Lean e dar total apoio aos projetos, pois essa metodologia não é uma ferramenta para redução de mão de obra, ao contrário, ela é uma otimizadora de funções dentro de uma organização.
Agora, como podemos colocar em prática a Logística Enxuta?
Para começar podemos estudar e entender os sete princípios definidos por Taiichi Ohno na procura e identificação dos desperdícios.
Taiichi nasceu na China em 1912 e começou a trabalhar na Toyota em 1932 após obter graduação em Engenharia Mecânica. Em 1949 tornou-se gerente da Produção passando por vários cargos até assumir a vice-presidência executiva em 1975 e foi o maior responsável pela implantação do sistema Lean na Toyota.
A base de sustentação de produção da Toyota foi a eliminação total do desperdício. O conceito listou os sete desperdícios que devem ser eliminados da empresa. A superprodução, foi considerada uma das maiores fontes de desperdício. A produção de produtos defeituosos também gera desperdícios e retrabalhos, o estoque, produz itens a mais do que o necessário.
O transporte, não agrega valor ao produto, e não sendo utilizado também é desperdício. A operação em alguns processos que poderiam nem existir também são considerados inadequados, materiais que aguardam em filas para seu processamento, é perda de tempo, e a movimentação desnecessária de pessoas também é considerada inviável dentro do conceito.
A partir da identificação dos desperdícios, Taiichi desenvolveu vários métodos de combate a fim de proporcionar os resultados esperados, como o just in time, Kanban, Poka-Yoke, dentre outros. Tais técnicas são consideradas simples, no entanto, denotam alta eficiência nos resultados.
O kanban, por exemplo, trata-se de um registro ou placa de sinalização que controla o fluxo de produção, isso permite a agilidade da entrega e a produção necessária de peças. Já o poka-yoke é um dispositivo de inspeção, que paralisa o processo até a identificação e correção de qualquer erro, e o just in time, consiste no conceito de se produzir e estocar somente o necessário.
Hoje, muitas pessoas ao ouvirem o termo enxuta ou “lean” argumentam que são técnicas antigas e já conhecidas. A questão é que essas técnicas ainda são válidas e o grande desafio é colocá-las em prática e obter seus resultados.
Quantas dessas pessoas realmente utilizam estes conceitos no seu dia a dia?
É necessária uma mudança de mentalidade e quebra de paradigmas para superarmos antigos e ineficientes modelos para assimilarmos os conceitos Lean e colocá-los em prática.
Por isso, além dos aspectos de eficiência, redução de custos e aumento da competitividade, a consciência “lean” é sempre bem vinda e o planeta agradece! Em tempos de economia de baixo carbono, como dizem os especialistas em sustentabilidade, a logística enxuta é mais que um aliado. A LE trabalha a favor da conservação do planeta!

Aldo Albieri - Engenheiro eletrônico formado pele FEI e especialista em logística, atualmente consultor de negócios da ABC71 Soluções em Informática


Sistemistas da Toyota investem R$ 356 milhões
Doze fornecedores empregam quase 1,6 mil ao lado da montadora em Sorocaba

PEDRO KUTNEY, AB
Ao mesmo tempo em que construiu sua nova unidade industrial em Sorocaba (SP), inaugurada na quinta-feira, 9 (leia aqui), a Toyota incentivou a instalação de 12 fornecedores estratégicos de conjuntos e sistemas automotivos bem ao lado da fábrica, no km 92 da Rodovia Castelo Branco. Juntas, essas empresas investiram pouco mais de R$ 356 milhões para formar um complexo em área quase tão grande quanto a da montadora. Todos os sistemistas já estão operando e, até o momento, contrataram perto de 1,6 mil empregados, praticamente o mesmo número de contratados diretos da Toyota. 

Dos 12 fornecedores já instalados no Complexo Industrial Norte de Sorocaba, sete são empresas multinacionais controladas por corporações japonesas, sendo que quatro delas têm participação acionária direta do Grupo Toyota (BoshokuTT SteelTsucho Scrap e TKL). 

O maior investimento entre os 12 sistemistas foi feito pela japonesa Kanjico, que aportou R$ 160 milhões para produzir e pintar os para-choques dos veículos produzidos pela Toyota em Sorocaba. A empresa também é a maior empregadora direta do complexo de fornecedores, com 360 funcionários. Além dos para-choques, a Kanjico fornece à Toyota conjuntos metálicos soldados que produz em Salto, próximo de Sorocaba.

A maior parte dos fornecedores do complexo Toyota fez investimentos menores, construiu instalações para fazer a montagem final de conjuntos com componentes produzidos em outras localidades, como é o caso da Pirelli, que lá executa só a montagem de seus pneus nas rodas, ou da Pilkington (de origem inglesa, mas desde 2006 controlada pelo grupo japonês NSG), que mantém no local estoque de vidros para abastecer a linha de produção do compacto Etios. 

Outro exemplo desse tipo de operação é a Faurecia, que em Sorocaba faz apenas ajustes finais dos escapamentos que produz em sua recém-inaugurada fábrica de Limeira (leia aqui), também no interior paulista. 

CINTURÃO JUST IN TIME

Com os principais fornecedores bem ao lado a Toyota vai trabalhar em sistema just in time, com a utilização das peças assim que elas chegam à linha de montagem, sem formação de estoques. Essa operação é coordenada por uma subsidiária da empresa, a Toyota Kimura Logistics, ou KTL, que investiu R$ 8,9 milhões para construir uma unidade e contratou 250 pessoas para executar a logística da fábrica. A KTL é a segunda maior contratante do complexo, dividindo o posto com outra do mesmo grupo, a Toyota Boshoku, que também tem 250 empregados dedicados à montagem de bancos, painéis de porta e partes estofadas, em planta que recebeu aporte de R$ 51,7 milhões. 

Até a coleta e encaminhamento para reciclagem de resíduos industriais serão feitos por um fornecedor específico controlado pelo grupo, a Tsucho Scrap, uma das divisões da Toyota Tsucho, que aplicou R$ 16 milhões em instalações no complexo e contratou 50 funcionários para executar o serviço. Outra divisão do mesmo grupo, a Toyota Tsucho Steel, ou TT Steel, investiu R$ 44 milhões em uma unidade de corte de chapas de aço que já emprega 51 pessoas. 

Nenhum dos sistemistas é exclusivo, poderá fornecer a qualquer outro fabricante, mas pelo formato da operação poucos conseguirão fazer isso, pois a produção da Toyota (começa com 70 mil unidades no primeiro ano) deverá consumir todas as peças. 

Veja abaixo a descrição dos 12 fornecedores instalados no complexo industrial da Toyota em Sorocaba:

Sistemistas

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Mude de atitude, mude o mundo



Neste blog temos falado sobre mudanças, um dos princípios do Kaizen, e o texto abaixo é muito interessante pois aborda a mudança sob uma perspectiva bíblica, e gostaria de compartilhar com vocês:

Costumava dizer para um dos meus filhos, ‘você tomou uma atitude problemática’. Mas isso só piorava a situação.
Uma atitude ruim pode provocar uma absoluta miséria. Podemos até achar que nossos atos são justificáveis, mas ainda assim eles nos farão miseráveis. Como uma pessoa reage a uma atitude ruim?
O dicionário define atitude como “postura ou maneira de agir, indicativo, modo ou condição, um estado mental ou um sentimento”. A forma como nos apresentamos ao mundo guarda intensa relação com o que estamos sentindo na alma. Isso pode ter um profundo impacto no mundo à nossa volta.
Uma atitude ruim pode acabar com o ambiente de um escritório inteiro, por exemplo. Discussões entre funcionários geralmente giram em torno do seguinte assunto: como lidar com pessoas desagradáveis?
Um comportamento problemático pode decorrer de vários fatores, mas eu diria que quase sempre vem de uma raiva ou ressentimento guardado em nosso interior. Quando sou honesto comigo mesmo, minhas atitudes problemáticas iniciam-se com um diálogo interior que parece com uma irritação.
Além disso, irritação geralmente é fruto de frustração – geralmente porque procuramos fazer muita coisa em um pequeno período de tempo. Frustração é a companhia diária de um perfeccionista. O resto de nós tem apenas um problema relacionado com a paciência. Nossa paciência também nos leva à frustração. Nossa frustração leva à raiva que, por sua vez, nos conduz a atitudes problemáticas.
Jesus apresenta uma atitude problemática na parábola da vinha (Mt 20:1-16). É uma história cujo cenário é um local de trabalho, no qual os funcionários não se sentem tratados dignamente. Você conhece a história. O dono escolhe pessoas para trabalharem durante todo o dia para terminar a obra. Quando chega a hora do pagamento, os que trabalharam nas últimas horas recebem o mesmo que os que trabalharam o tempo todo.
 Os que trabalharam o dia todo se indignam com a aparente injustiça, mas o dono disse que pagou o que prometeu. Ele pergunta, “porventura não me é lícito fazer o que quero?” (Mt 20:15)
Em muitos aspectos, aqueles trabalhadores perderam o senso de perspectiva. O fato de terem sido, todos, chamados para trabalhar foi uma pura demonstração de graça. Não há dúvidas de que eles não tinham mais méritos do que os outros.
O dono optou por ser generoso para com alguns. Aqueles que têm trabalhado todo o dia têm uma escolha. Eles podem ficar bravos ou gratos pela generosa atitude do dono. Mesmo os que só trabalharam poucas horas terão dinheiro para alimentar suas famílias naquele dia!
Em meio às muitas bênçãos que temos recebido de Deus, perdemos de vista o fato de que a maior delas é a generosidade divina. Viver na graça de Deus reduz frustração, perfeccionismo e raiva. Muda a forma como nos apresentamos ao mundo... e nossa atitude diante da vida.


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