
Não é de hoje que as empresas estão em busca de mais produtividade. E é partir da redução de prazos e da eliminação de desperdícios que é possível alcançar os resultados esperados por companhias em todo o mundo. Quando aplicados de forma coordenada e planejada, o Six Sigma, metodologia de controle de qualidade, e os princípios do lean integram-se muito bem.
O LeanSigma® é uma estratégia de negócios que busca, incansavelmente, a redução dos prazos e a ausência da variação por toda a cadeia de valor, otimizando os recursos nos processos comerciais e de manufatura. O Lean usa Metodologia Kaizen, palavra japonesa traduzida como "melhoria contínua”. O Kaizen incorpora equipes de funções cruzadas para desenvolver e implementar mudanças que trazem resultados quase imediatos, em uma semana.
A força do Six Sigma está em sua capacidade de resolver problemas com base
A experiência ao introduzir líderes em um evento kaizen pode ser chocante. Em uma semana, o evento tem como foco transformações físicas de um processo: o equipamento é movido e as mesas são realocadas. Além disto, etapas desnecessárias são eliminadas. Os membros da equipe são impulsionados a aprender na prática, testar suas idéias imediatamente e assumir riscos. A ênfase principal durante os eventos kaizen inovadores é a ação. Ao combinar a ação e o senso comum, sempre haverá progressos, mesmo se falhar. É a cultura do “Preparar-Atirar-Apontar”, em que o rápido e o bruto têm preferência sobre o lento e perfeito. E principalmente, se obtém novas oportunidades de melhoria após a tomada de decisão, a ação subsequente e a observação.
Esta nova cultura demonstra realizações em semanas, ou em uma semana, ou em alguns dias. Em vez de forçar os projetos para atender a cada contingência e problema possível, a nova cultura requer ação: fazer mudanças e observar. Isso funciona para quem fabrica produtos ou vende serviços, ou faz o trabalho de organizações sem fins lucrativos ou agências governamentais.
O contraste com a maneira antiga de fazer negócios não poderia ser mais claro. A maioria das empresas premia o sucesso, ignora a falta de ação e pune as falhas. Como resultado, são lentas, têm aversão a riscos e produzem melhorias limitadas e aleatórias. Estas companhias não suportarão a concorrência com empresas de lean, rápidas, ágeis e flexíveis, que existem ou existirão em seus mercados.
O primeiro evento inovador kaizen de que uma empresa participa, geralmente, é um divisor de águas para a organização. Os líderes seniores envolvidos na equipe — recomenda-se que um terço da equipe de liderança participe deste primeiro evento — presenciam o poder do processo. Eles vêem como isso energiza pessoas, estimula a criatividade, elimina o desperdício e melhora a produtividade. Os funcionários reconhecem o compromisso do pessoal da liderança com o processo e se sentem valorizados por suas contribuições. E todos os envolvidos no evento voltam com uma nova esperança para o futuro de sua empresa e para o trabalho que fazem.
Em nossas análises, identificamos que 95% do tempo em todos os processos é desperdiçado. Não importa qual é o processo: a maior parte do tempo utilizado não agrega valor. A meta é reduzir os processos aos seus valores principais, eliminar as etapas que não agregam valor e manter apenas aquelas que acrescentam valor para o negócio.
Ou seja, o mantra dos dias de hoje é criatividade antes do capital: resolver problemas simplesmente com os recursos existentes, solucioná-los rapidamente, aprender e aprimorar.
Anand Sharma é Presidente e CEO do TBM Consulting Group, Inc, umas das principais consultorias de produtividade do mundo.
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